URI/FW inaugura Laboratório de Atividades de Vida Diária e Tecnologia Assistiva

O espaço, destinado ao curso de Terapia Ocupacional, objetiva qualificar a formação dos acadêmicos, proporcionando experiências práticas voltadas à autonomia

Frederico Westphalen
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Adriana Folle
05/11/2026

A Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Câmpus de Frederico Westphalen, inaugurou, no dia 5 de novembro, o Laboratório de Práticas de Atividades de Vida Diária (AVD) e Tecnologia Assistiva do curso de graduação em Terapia Ocupacional. O novo espaço tem como finalidade qualificar a formação dos acadêmicos, proporcionando experiências práticas voltadas ao desenvolvimento da autonomia, independência e participação das pessoas em suas atividades cotidianas.

 

O laboratório possibilitará o aprendizado e a experimentação de recursos de Tecnologia Assistiva, adaptações e estratégias terapêuticas que favoreçam o desempenho nas atividades de vida diária, como alimentação, vestuário, higiene e mobilidade, considerando as necessidades e potencialidades de cada pessoa.

 

A iniciativa representa um importante avanço para o curso de Terapia Ocupacional da URI/FW, fortalecendo a formação prática dos estudantes e o compromisso da Universidade com uma educação de qualidade, voltada à promoção da saúde, inclusão e qualidade de vida da população.

 

Segundo a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional, Camila Dias Möller, por enquanto, o laboratório contará com atividades práticas internas para as disciplinas do curso. “Entretanto, a partir de 2028, ano em que a primeira turma de Terapia Ocupacional iniciará os estágios curriculares, os atendimentos serão abertos à comunidade. As demandas recebidas serão para pessoas de todas as idades, com prejuízos na funcionalidade, auxílio no processo de reabilitação e promoção de autonomia e independência nas atividades cotidianas”, frisa a coordenadora.

 

Ainda de acordo com Camila, esta inauguração é mais um marco importante a ser celebrado. “Evidencia não somente a concretização de um espaço físico, mas simboliza o crescimento do curso e a preocupação em oferecer um ensino prático e de qualidade aos acadêmicos. Aqui será um lugar onde os alunos irão praticar, experienciar, criar e desenvolver o raciocínio clínico terapêutico”, descreve.

 

Participação e prestígio comunitário

O ato inaugural contou com a presença de professores, coordenadores, estudantes, imprensa, membros da comunidade e representantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Frederico Westphalen.

 

Durante o evento, a diretora-geral da URU/FW, Elisabete Cerutti, destacou o impacto do novo curso para a instituição e para o mercado regional. Em seu discurso, a gestora enalteceu a dedicação dos estudantes em buscarem uma formação de excelência, além de destacar o compromisso do corpo docente em transmitir conhecimento.

 

O diretor Administrativo da universidade, Alzenir José de Vargas, sublinhou a relevância do fortalecimento do curso por meio de parcerias com os municípios da região. Vargas ressaltou que a Terapia Ocupacional é um ramo em constante expansão e com grande demanda reprimida no mercado. "É fundamental que os municípios incentivem novos estudantes para que futuramente possamos suprir as necessidades de atendimento em prefeituras, entidades, instituições e na modalidade domiciliar", pontuou.

 

Já o diretor Acadêmico, Carlos Eduardo Blanco Linares, lembrou que o curso nasceu de uma demanda real da comunidade, impulsionada por um pedido direto da Apae local. Além de elogiar o empenho de alunos e professores na consolidação da graduação, Linares enfatizou que o profissional de Terapia Ocupacional chega como um divisor de águas para a saúde regional, destacando ainda a atratividade do mercado de trabalho e a valorização da carreira.

 

Representando o corpo docente e a estrutura técnica, a coordenadora Camila Dias Möller explicou o papel social e pedagógico do novo espaço. Segundo ela, o laboratório servirá inicialmente para a formação prática dos alunos, mas possui potencial futuro para a prestação de serviços à população. "O objetivo é oferecer um atendimento humanizado e de qualidade para toda a comunidade", afirmou.

 

O prefeito de Cerro Grande, Álvaro De Carli, representando a Associação dos Municípios da Zona da Produção (Amzop), enfatizou a carência desse tipo de profissional na gestão pública municipal. "Para a nossa equipe, sempre foi um grande desafio contratar um terapeuta ocupacional. Abrimos vagas e muitas vezes não encontramos profissionais disponíveis no mercado", relatou o gestor.

 

De Carli citou como exemplo a implantação do Centro de Atendimento em Saúde (CAS) / TEAcolhe no município, classificando-o como uma das obras mais marcantes de sua administração. De acordo com o prefeito, o centro recebe atualmente 150 crianças e realiza cerca de 1,2 mil atendimentos mensais, o que reforça a urgência de profissionais qualificados na área.

 

Por fim, o prefeito expressou sua gratidão à instituição pela sensibilidade com a região e pela visão comunitária. "Esta universidade foi responsável pela minha formação e é com imenso orgulho que retorno a este local para prestigiar um momento tão importante", concluiu.

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